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Brasil lidera ranking de países com maior quantidade de publicações científicas em acesso aberto

Talvez nem todos os estudantes e pesquisadores brasileiros saibam, mas o Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) oferece uma enorme variedade de conteúdos com acesso aberto. Embora todo o acervo seja gratuito para a comunidade acadêmica – uma vez que os custos com assinatura de contratos são assumidos pela CAPES –, os usuários contam com repositórios e revistas científicas nacionais e internacionais de acesso livre. Ou seja, não é necessário estar vinculado às instituições participantes para acessar esse material.

Dados do relatório Analytical Support for Bibliometrics Indicators – Open access availability of scientific publications, publicado este ano pela Science-Metrix (empresa americana especializada na avaliação de atividades de ciência e tecnologia), mostram que o Brasil está no primeiro lugar quando se fala em disponibilização de conteúdo livre. Dos artigos publicados em periódicos brasileiros, 75% têm acesso aberto. Isso, segundo o estudo, se deve em grande parte à plataforma SciELO, que compõe uma rede com centenas de títulos nacionais, além de revistas científicas de outros países.

A CAPES contribui fortemente com a tendência mundial do acesso aberto, pois indexa não somente as produções do Brasil, mas de todo o mundo. Além do SciELO, que permite aos usuários a busca integrada em uma ampla coleção de títulos, cobrindo diversas áreas conhecimento, os usuários encontram também outras fontes de pesquisa abertas, com contextos multidisciplinares ou especializados em determinados campos.

Alguns exemplos são as bases de dados ArXiv.org (serviço de e-prints nas áreas de física, matemática, ciência da computação, estatística, economia e áreas afins); Directory of Open Access Repositories – OpenDOAR (que reúne repositórios acadêmicos mundiais, inclusive do Brasil, em todas as áreas do conhecimento); e Directory of Open Access Journals – DOAJ (com milhares de periódicos que abrangem todas as áreas de ciência, tecnologia, medicina, ciências sociais e humanidades).

Uma boa forma de localizar dentro do Portal de Periódicos o conteúdo disponível em acesso aberto é por meio da opção de pesquisa buscar base. A aba “busca avançada” permite ao usuário escolher os tipos de plataformas a serem filtradas e, entre as categorias, estão “sites com periódicos de acesso gratuito” e “arquivos abertos e redes de e-prints”. Após a seleção, é necessário clicar no botão “enviar” para ter acesso à lista de resultados.

Tendência mundial

Em 2017, a CAPES ingressou formalmente na iniciativa internacional Open Access 2020 (OA2020). O Portal de Periódicos está na linha de frente da ação, por ser o programa da agência que possibilita à comunidade acadêmica do Brasil o acesso gratuito a conteúdos científicos. Desde então, o tema vem sendo amplamente discutido por comitês internos e membros da comunidade científica brasileira e internacional.

Lançado pela Max Planck Society em 2016, o OA2020 visa acelerar a transição para o acesso aberto, alterando o foco atual de sistema de assinatura de periódicos. Os princípios da iniciativa estão descritos na Declaração de Berlim sobre o Acesso aberto ao Conhecimento nas Ciências e Humanidades, adotada até o momento por mais de 600 instituições signatárias. Outra referência-chave é a Expressão de Interesse– documento que foi discutido e adotado na Conferência de Berlim realizada em 2015.

O objetivo do OA2020 é alcançar em uma escala maior o que o SCOAP3 fez com sucesso para algumas revistas básicas no campo da Física: converter periódicos de assinatura ao acesso aberto, redirigindo o gasto de subscrição existente em fundos para financiar os serviços essenciais que os editores fornecem para a comunicação acadêmica.

Fonte: Portal de Periódicos da CAPES

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