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Carro do futuro traz sensores conectados, aplicativo e pagamento móvel

Na CES 2020, feira de eletroeletrônicos de Las Vegas, a potência do motor perdeu a vez para a tecnologia


LAS VEGAS – Quando o assunto é a indústria automobilística, novos conceitos parecem ter chegado em alta velocidade. O motori

Parceria da Harman com a Samsung permite conectar o celular ao carro Foto: Divulgação / Divulgação

sta virou passageiro. O painel de velocidade se transformou em um cockpit digital. Os pedais estão desparecendo na nova geração de veículos autônomos e elétricos. E um celular ajuda a executar alguns comandos. É assim que os carros têm ganhado espaço na maior feira de tecnologia do mundo, a CES, que acontece nesta semana em Las Vegas.

Neste ano, fabricantes e empresas de tecnologia estão apresentando novos modelos com diferentes plataformas de tecnologia que permitem a conexão com outros carros, celulares de pessoas e até sinais de trânsito e estradas. Além de montadoras, uma infinidade de companhias chama a atenção neste ano vendendo soluções de conectividade para os veículos do século XXI. Tem de soluções de pagamentos a sistema de algoritmos para gerenciar o trânsito autônomo.

O 5G também entrou no radar do setor. A Samsung, por exemplo, apresentou solução que pe

 

rmite a conexão do carro com a casa, o celular e até o escritório. O veículo conta com Android, do Google, que se comunica com oito câmeras e oito sensores, permitindo que o reconhecimento de voz e facial. Pelo aplicativo no celular, é possível ligar o carro, as janelas e controlar a temperatura interna. É resultado de parceria com a Harman.

— Com o 5G, o objetivo é promover experiência conectada aos motoristas e passageiros. A tecnologia pode ser embarcada também nos automóveis — disse Mário Laffitte, vice-presidente de assuntos corporativos da Samsung na América Latina

A Qualcomm, maior fabricante de processadores móveis do mundo, também investe no setor. Helio Oyama, diretor de Gerenciamento de Produtos da Qualcomm para América Latina, lembra que, se antes a indústria, ao anunciar seus lançam

 

entos, fazia referência à potência do motor, hoje a estratégia é calcada em conectividade. No evento, a empresa apresentou evoluções de sua solução de conexão, que já é embarcada em automóveis. Para isso, a companhia selou parceria com Ford, Nissan e Audi.

— O objetivo da conectividade é aumentar a segurança. Hoje, o sistema de carros já avisa ao motorista quando há aproximação e a hora de fazer manobras, principalmente em estradas. O sistema também detecta obstáculos, pois há um conjunto de sensores. Com o 5G, tudo isso vai evoluir para os centros urbanos — afirmou Oyama.

A FCA Fiat Chrysler Automóveis selou parceria com a Visa para fazer dos carros uma platafo

 

rma móvel assim como os celulares. A ideia, diz Mateus Silveira, gerente de Inovação de Produtos e Conectividade da montadora, explica que o objetivo é dar um novo significado aos automóveis.

— Estamos desenvolvendo soluções de pagamento. Vamos começar com situações que fazem parte da jornada do motorista como fazer que o carro, através de tecnologia sem fio e sem contato, pague na hora de abastecer, de passar pelo p

 

edágio e ao sair do estacionamento. Vamos levar isso ao máximo de marcas e modelos — disse Mateus Silveira, gerente de Inovação de Produtos e Conectividade da FCA Fiat Chrysler Automóveis.

A Nissan, que também participa da CES, apresenta sua nova aposta: um sistema de navegação autônomo com base em uma rota pré-definida. Batizada de pro-piloto 2, a tecnologia permite a condução sem mãos em estradas devido à um conjunto de câmeras, radares, sonares, GPS e dados de mapas 3D de alta definição. Segundo Marco Silva, presidente da montadora, o carro é um dos instrumentos de conexão do futuro.

— Ainda não chegamos na fase em que o carro é completamente autônomo, já que é preciso estradas conectadas e o desenvolvimento de todo um ecossistema. Os modelos hoje permitem ao motorista uma experiência mista, com sistema de freio automático e wi-fi embarcado, por exemplo. A tecnologia já faz parte da indústria. O setor está tentando diversas tecnologias e poucas vão vingar. O objetivo é ser assertivo —afirmou Silva.

Fonte: Globo Economia

 

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