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Estudantes da UTFPR criam luva tradutora de libras

Protótipo funciona com um aplicativo de celular e vocaliza o alfabeto de libras

Protótipo funciona com aplicativo de celular (Foto: acervo pessoal)

Um projeto criado por estudantes de Engenharia de Computação do Campus Curitiba promete facilitar a comunicação de pessoas deficientes auditivas. Segundo eles, o principal problema apontado pelos surdos é a falta de interpretes ou pessoas que tenham conhecimento da língua nos principais locais de circulação como lojas, restaurantes, bares, entre outros.

Os estudantes Bruna Araújo Pinheiro, Caroline Rosa da Silva e Moises de Paulo Dias criaram, então, uma luva tradutora. Diferente das já existentes no mercado, o protótipo desenvolvido pelos alunos é mais simples e pode ser usado com um aplicativo de celular. Montada com sensores e um microcontrolador responsáveis por captar os movimentos da mão, o equipamento consegue interpretar as letras do alfabeto de libras e enviá-las via bluetooth para um aplicativo de celular, que traduz e vocaliza as palavras.

“A luva em si não é novidade. Há projetos semelhantes em outros países. No Brasil, também há projetos de luvas, mas nenhum deles utilizou um aplicativo com uso intuitivo e simples. As traduções dos gestos eram feitas em computadores e com o uso de cabos”, explica a estudante Caroline Rosa da Silva.

O projeto teve início em junho deste ano durante a disciplina do curso em Oficina de Integração 2. “Tínhamos que finalizar a disciplina com algum projeto e decidimos pensar em algo relacionado ao tema de inclusão, pois saber que nosso trabalho poderia ter uma aplicação real e ajudar diversas pessoas era uma grande motivação”, explica Carolina.

“Optamos pelo tema de deficiência auditiva, pois a Bruna havia cursado a disciplina de libras e trouxe o contexto dessa barreira existente entre deficientes auditivos e não falantes de libras”, explica a aluna.

Durante o projeto, que encerrou com o fim da disciplina, a estudante Bruna ficou com o mapeamento das letras, Moisés com a parte de sensores e placa, e Carolina com o aplicativo “Talk to the Hand”.

Os alunos também divulgaram um vídeo com a luva em funcionamento.

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