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Farmacêutica diz que vai pedir liberação para uso emergencial da vacina Sputnik V no Brasil em janeiro

Por Pedro Brodbeck e Fernando Castro, G1 PR e RPC Curitiba


Farmacêutica pede autorização da Anvisa para testes da fase 3 da vacina russa Sputnik
Farmacêutica pede autorização da Anvisa para testes da fase 3 da vacina russa Sputnik

A farmacêutica brasileira União Química, uma das parceiras do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) para produção da vacina Sputnik V no Brasil, informou nesta quarta-feira (30) que vai pedir a liberação para uso emergencial do imunizante no país em janeiro, assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar os testes da fase 3.

Na noite de terça-feira (29), a Anvisa recebeu o pedido do laboratório para realizar a pesquisa clínica da vacina no Brasil. A resposta deve ser emitida em até 72 horas.

A Sputnik V é a mesma vacina que começou a ser aplicada na terça-feira (29) na Argentina e em Belarus. Na Rússia, segundo o governo do país, mais de 100 mil pessoas já receberam o imunizante.

“Com testes feitos fora do Brasil, e essencialmente na Rússia, nós também estamos submetendo à Anvisa estes testes para que possa, com os elementos de segurança, eficácia e bem- estar da população, ter os elementos para o pedido emergencial no Brasil”, afirmou o diretor de Negócios Internacionais da União Química, Rogério Rosso.

Frascos com a vacina russa Sputnik V — Foto: Tatyana Makeyeva/Reuters

Frascos com a vacina russa Sputnik V — Foto: Tatyana Makeyeva/Reuters

O fundo russo também tem parceria técnica com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para transferência de tecnologia da vacina.

O instituto paranaense, no entanto, ainda não realizou pedido à agência para realização de testes ou para aplicar a vacina, mas o governo do Paraná informou que hospitais universitários estaduais para a execução da fase 3 no país estão à disposição dos testes.

Ainda segundo o governo do Paraná, o Tecpar será o representante da vacina Sputnik V junto ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, assim que o registro da vacina seja obtido junto aos órgãos regulatórios brasileiros.

Sobre o pedido feito pela farmacêutica para a fase de testes no Brasil, nem a Anvisa e nem União Química informaram detalhes sobre número de pessoas que participarão dos testes e nem os locais onde eles serão realizados.

Segundo a Anvisa, o Guia de Uso Emergencial orienta que os laboratórios tenham uma pesquisa autorizada em andamento no Brasil para solicitar o uso emergencial, mas o pedido pode ser feito antes da fase 3 ser finalizada.

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Laboratório pede para começar testes da vacina russa no Brasil

O diretor da União Química informou que o laboratório também deve começar a produzir a vacina no Brasil em janeiro.

O acordo da farmacêutica com o fundo russo prevê a importação, transferência de tecnologia e produção do imunizante no Brasil.

Segundo Rogério Rosso, a farmacêutica prevê produzir cerca de 8 milhões de doses por mês, mas que as fábricas ainda estão se adaptando para atender à estimativa.

“Todas as industrias farmacêuticas do planeta vão precisar se adequar. Nós já temos equipamentos muito similares ao Instituto Gamaleya, que nos permite realizar uma parte da produção produção nas próximas semanas”, afirmou Rosso.

O governo Russo tem parceria com dois estados: Bahia e Paraná.

O governo da Bahia ofereceu o Instituto Couto Maia como centro de pesquisa para testagem da vacina russa e aguarda autorização da Anvisa.

Uso emergencial da vacina de Oxford

A coordenadora dos estudos da vacina de Oxford no Brasil, Lily Yin Weckx, da Unifesp, disse em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (30) que, com a aprovação no Reino Unido (veja vídeo acima), o uso emergencial da vacina já pode ser solicitado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota, a Anvisa disse que o pedido de uso emergencial deverá ser feito pela Fiocruz, que é o laboratório nacional que irá produzir a vacina no país.

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