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Pesquisa de reaproveitamento do vidro conquista novos investimentos

Pesquisas começaram com o reaproveitamento de resíduos de vidros na construção civil

Pesquisas realizadas no Câmpus Toledo que começaram com o reaproveitamento de resíduos de vidros na construção civil obtiveram mais uma conquista. O projeto “Reaproveitamento de Resíduos Vítreos de Aterros Sanitários: solução ambiental e geração de renda” foi aprovado na Seleção de Projetos 2019 do Ministério da Justiça e Segurança Pública e receberá o recurso de R$ 2.9 milhões. A proposta foi aprovada por unanimidade na reunião do Conselho Federal de Direitos Difusos, realizada no último dia 23 de maio.

As pesquisas são realizadas pelo Grupo de Polímeros e Nanoestruturas (Gpan) do Câmpus e o novo investimento será utilizado para a aquisição de equipamentos de grande porte como Difratômetro de Raios-X, Microscópio Eletrônico, LIBS e Analisador de tamanho de partículas, entre outros.

O objetivo do Grupo é desenvolver metodologias sustentáveis para a reutilização de resíduos vítreos encontrados em aterros sanitários, promovendo soluções e produtos com maior valor agregado, possibilitando, assim, o fortalecimento e a construção de uma cadeia regional de reciclagem do vidro. 

Para o líder do Gpan, professor Ricardo Schneider, “os novos recursos nos permitirão avançar em estudos de alto impacto social na área de resíduos vítreos”. Segundo o pesquisador, com o projeto, será possível ainda a construção de um laboratório de referência em pesquisa de resíduos sólidos. “A ideia é viabilizar a construção de um laboratório dedicado ao estudo e desenvolvimento de metodologias de processamento de resíduos, que possam colocar a região como referência nesse tipo de atividade”, destaca Schneider. 

As pesquisas do Gpan começaram a ter destaque em 2017, quando o projeto que previa que resíduos de vidraçarias comerciais fossem reciclados e utilizados na construção civil de maneira sustentável e com baixo custo conquistou o Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários. A estudante Isabelle Costa recebeu, na época, o valor de R$ 50 mil para o desenvolvimento do projeto, sob orientação do professor Ricardo Schneider.

As pesquisas despertaram, então, o interesse da Prefeitura de Toledo, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e um equipamento capaz de fazer o processo de separação e trituração do vidro foi instalado no Aterro Municipal.

Os estudos iniciados pelas alunas de graduação, Isabelle Costa e Tássia Fochesato, se intensificaram na linha de materiais vítreos no Grupo. Mais resultados foram conquistados com a defesa da dissertação de mestrado da aluna Laísa Belusso, através da submissão de uma patente e artigos na área de materiais bactericidas. 

O Gpan conta com a participação de alunos dos cursos de Engenharia Civil, Tecnologia em Processos Químicos e do Programa de Pós-Graduação em Processos Químicos e Biotecnológicos, além dos professores Kelen Menezes Flores Rossi de Aguiar, Rafael Admar Bini, Fabiano Bisinella Scheufele, Carlos Balestra, Alberto Yoshihiro Nakano e Felipe Walter Dafico Pfrimer.

Fonte: UTFPR

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