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Pesquisadores da UFPR alertam que cortes no orçamento podem paralisar pesquisas e fechar laboratórios

Por g1 PR

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) alertam que o remanejamento do orçamento aprovado pelo Congresso e sancionado pelo governo federal, que retirou mais de R$ 600 milhões de projetos científicos e bolsas de estudo pelo país, pode paralisar pesquisas e fechar laboratórios da universidade.

Nesta terça-feira (26), estudantes de pós-graduação da universidade protestaram contra o remanejamento dos recursos.

De acordo com pesquisadores, a queda na destinação dos recursos compromete o pagamento de bolsas, a manutenção de equipamentos e compra de reagentes e solventes de laboratórios, por exemplo.

“Simplesmente não tem como continuar se não houver novo aporte de recursos”, afirmou o professor do departamento de química Aldo Zarbin, que conduz pesquisas reconhecidas internacionalmente sobre o desenvolvimento de baterias com materiais sustentáveis.

Pesquisadores temem falta de recursos para manter laboratórios funcionando na UFPR — Foto: Reprodução/RPC

Pesquisadores temem falta de recursos para manter laboratórios funcionando na UFPR — Foto: Reprodução/RPC

Os cortes também podem provocar uma debandada de pesquisadores para o exterior.

“Tem acontecido com muitos colegas que eles terminam o doutorado e simplesmente não sabem o que vão fazer, porque não tem edital, não tem bolsa, e eles acabam sendo praticamente obrigados a sair do país para fazer uma pesquisa”, disse a doutoranda Ariane Schmidt dos Santos.

A UFPR tem 123 bolsistas de doutorado, 99 de mestrado e 17 que conduzem pesquisas de pós-doutorado com recursos do CNPQ.

‘Duro golpe’, diz reitor

De acordo com a UFPR, a queda no orçamento geral da universidade em 2021 está em 19%. Desde 2016, o corte chega a 31%.

Para o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo da Fonseca, o corte no orçamento da ciência é um “duro golpe para o sistema universitário e para os cientistas brasileiros”.

“Isso vai multiplicar os danos. Eu imaginava, e tenho certeza que a maior parte da comunidade científica brasileira já imaginava, que depois do que vivemos nesta pandemia, as prioridades deveriam ser invertidas, apesar dos problemas que passamos”, afirmou.

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