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Pesquisadores da Universidade de Sheffield criam composto antibacteriano para impressão 3D

Aditivo à base de prata é adicionado à matéria-prima. Resultado são peças naturalmente antibacterianas


Google/ imagens

Pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, desenvolveram um método para adicionar um aditivo à base de prata à matéria-prima usada para impressão 3D via Sinterização a Laser. O resultado são peças com propriedades naturalmente antibacterianas.

A prata tem propriedades naturalmente bactericidas e já é usada em uma gama de aplicações, de potes plásticos para cozinha que prometem manter os alimentos por mais tempo a sistemas de filtragem de água. Ela impede o crescimento de bactérias sem o uso de antibióticos, o que evita o desenvolvimento de “superbactérias” resistentes aos medicamentos.

O aditivo desenvolvido pelos cientistas é misturado ao pó usado como matéria-prima para a impressão em 3D, um tipo de poliamida (Nylon) chamado PA12. No método de Sinterização a Laser, um raio laser varre uma “cama” de pó, fundindo as áreas atingidas, que se tornam rígidas. O objeto é impresso camada por camada, e o resultado são peças mecanicamente complexas, podendo ter até mesmo partes móveis pré-moldadas, com acabamento altamente preciso.

O uso do aditivo não prejudica a durabilidade ou rigidez das peças. Segundo os pesquisadores, o material pode ser usado para impressão de instrumentos e superfícies médicas, para uso em hospitais, enfermarias ou casas de repouso.

“Controlar a disseminação de bactérias nocivas, infecções e a crescente resistência a antibióticos é uma preocupação global. A introdução de proteção antibacteriana a produtos e dispositivos no ponto de fabricação pode ser uma ferramenta essencial nessa luta ”, afirmou Candice Majewski, co-autora da pesquisa.


Fonte: Olhar Digital

 

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