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Produtos de indicações geográficas no Paraná são destaques de jantar gourmet

Alimentos foram usados no cardápio de evento promovido pelo chef Lenin Palhano, do Nomade Restaurante, um dos mais premiados da capital

Quando o chefe de cozinha Lenin Palhano, sócio do restaurante Nomade, localizado em Curitiba, planejou os eventos de 2019, logo lembrou o que viu no Fórum de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do Paraná, realizado em fevereiro, no Sebrae/PR. Batizado de “Origens Paraná”, o Fórum reúne associações de produtores que detêm Indicação Geográfica em produtos com o objetivo de articular, planejar e coordenar junto com parceiros o desenvolvimento de Indicações Geográficas (IGs), alavancando a cadeia de negócios envolvidos com os registros. 

De acordo com Palhano, um dos propósitos do ‘Nomade Convida’ – evento voltado a trazer novidades para seu público – é promover uma conversa sobre a culinária multidisciplinar, que tem atenção e cuidado em todas as etapas da alimentação – desde a produção no campo, no mar, na horta, até o consumo. “O relacionamento pro´ximo e dedicado aos fornecedores e a valorização do trabalho no campo contribui para um ciclo alimentar mais sustentável e inteligente. Ao respeitar a sazonalidade e o uso de ingredientes da estação, cria-se uma gastronomia íntegra e cheia de significado. É essa a reflexão que queremos provocar nos clientes e que fui impactado no Fórum”, explica. 

As duas noites do evento “IGs do Paraná”, que ocorreram nos dias 27 e 28 de março, lotaram o restaurante. Além de Palhano, outros quatro chefes – Leandro Volpini, Andre Pionteke, Igor Marquesini e Jose Guilherme Silva Telles – elaboraram, coletivamente, o cardápio com ingredientes de Indicações Geográficas, entre eles: a erva mate de São Mateus do Sul, o café do Norte Pioneiro, a goiaba de Carlópolis, o mel do oeste do Paraná, o queijo de Witmarsum, a uva de Marialva e o mel de Ortigueira (que já têm registro de IG), além do melado de Capanema, da cachaça de Morretes e da bala de banana de Antonina, marcas que foram protocoladas e aguardam a confirmação por parte do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). 

Segundo a consultora do Sebrae/PR Maria Isabel Guimarães, produtos notáveis, locais, com tradição, história e cultura, são passiveis de pleitear o registro de Indicação Geográfica (IG). “Essa oportunidade foi uma consequência do trabalho do Sebrae/PR nesta área que envolve a formação de lideranças, conhecimento sobre gestão, design, processos e mercado com o objetivo de colocar a história e a cultura do Paraná em evidência, além de agregar valor aos pequenos produtores”, avalia. 

Rafaela Takasaki Correa, sócia-proprietária da Indústria Soter, produtora das balas de banana de Antonina, conta que este é um ano especial para a marca. “Completamos 40 anos de história em 2019. Após o trabalho com o Sebrae/PR, ampliamos significativamente a fábrica e implantamos uma série de melhorias. Com isso, vamos dobrar a produção que, atualmente, é de dez toneladas ao mês. Ter nosso produto participando de uma receita em um restaurante é um grande reconhecimento”, comemora. A bala de banana aguarda a concessão de registro de IG pelo INPI. 

Para Helinton Lugarini, produtor integrante da IG-Mathe, de São Mateus do Sul, o registro de Indicação Geográfica trouxe reconhecimento e credibilidade ao produto. “O convite para participar do ‘Nomade Convida’ veio para confirmar o que sempre almejamos: ter nosso produto em evidência. Além disso, será uma vitrine no setor de gastronomia e turismo”, projeta. 

Indicação Geográfica

Uma IG é considerada um bem coletivo conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, com valor intrínseco e identidade própria. O registro distingue os produtos dos similares disponíveis no mercado por sua qualidade, especialidade e tipicidade. O INPI é a instituição que protege e concede o registro. 

As Indicações Geográficas podem ser na modalidade Indicação de Procedência (IP) ou Denominação de Origem (DO). São registros diferentes, não possuem uma hierarquia ou ordem de solicitação e, que,normalmente, são representados nos produtos por um selo. O registro de Indicação de Procedência garante a tradição histórica da produção em certa região geográfica. Já a Denominação de Origem indica propriedades de qualidade e sabor que são ligadas ao ambiente, meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos, onde é produzido e aos processos e tecnologias utilizados. 

Em fevereiro, o Sebrae/PR recebeu em Curitiba a primeira reunião do Fórum de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do Paraná, o Origens Paraná, regido por associações de produtores que detêm Indicação Geográfica em seus produtos e o Sebrae/PR. Entidades como o INPI, Ministério da Agricultura, Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (SEAB), Secretaria Municipal de Abastecimento de Curitiba (SMAB) e Universidade Federal do Paraná (UFPR) participam da iniciativa.

Fonte: SEBRAE 

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