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Professor da UEPG é um dos pesquisadores brasileiros mais citados no mundo

Entre os 12 pesquisadores brasileiros mais citados em todo o mundo, figura um professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O professor Dr. Daniel Granato, que atua no Departamento de Engenharia de Alimentos, é o 3º pesquisador mais produtivo do Brasil e o 271º do mundo na área de Ciências Agrárias, além de ter publicado 12 artigos que figuram dentre os mais citados da história da Ciência e Tecnologia de Alimentos.

Ele aparece no ranking Highly Cited Researchers, que classifica os pesquisadores cujos artigos científicos tenham sido citados várias vezes por seus colegas. Este ranking é um dos mais utilizados para avaliar a relevância e proeminência científica e é organizado pela empresa americana de análise de dados Clarivate Analytics com base na plataforma de dados Web of Science. Em 2018, o professor recebeu também o Tanner Award, que reconhece os artigos mais citados da revista Journal of Food Science.

Dos mais de 5 milhões de pesquisadores em atividade no mundo, são selecionados os 6 mil mais citados. Dentre eles, são somente 12 pesquisadores brasileiros; dentre os quais Daniel é o mais jovem. Para o professor, a alta colocação no ranking é consequência do aprofundamento em temas discutidos  internacionalmente, com aplicação global. “Esse resultado mostra que estamos seguindo no caminho certo”, comemora.

Aos 35 anos, Daniel é graduado em Engenharia de Alimentos pela UEPG, mestre em Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal do Paraná, doutor em Ciências dos Alimentos pela Universidade de São Paulo, doutor em Química de Alimentos e pós-doutor em quimiometria pela universidade holandesa Wageningen University.

Na UEPG, Granato trabalha com um grupo de pesquisa interdisciplinar em Química de Alimentos, que utiliza os equipamentos do Laboratório Multiusuário (Clabmu). “O Clabmu viabiliza a pesquisa científica de alto nível na UEPG”, destaca ele. “São equipamentos de alta tecnologia, que permitem que se realize pesquisas com relativa autonomia”.

O grupo de pesquisa tem alianças com universidades de mais de 50 países. “A colaboração com outros países traz a possibilidade de desenvolver pesquisas de alto nível, apesar do investimento insuficiente em ciência no Brasil”, destaca. Para ele, o desenvolvimento de trabalhos conjuntos permite que os trabalhos saiam da superficialidade e obtenham resultados que fogem do óbvio.

Atualmente, Granato trabalha com o desenvolvimento de ingredientes naturais com potencial funcional, utilizando matérias primas descartadas pela indústria alimentícia, como cascas de uva e sementes de frutas. A ideia é substituir os ingredientes sintéticos, como corantes e saborizantes, por naturais.

Em fase de testes in vitro e com ratos, as pesquisa tem como hipótese a diminuição na incidência de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão, com o uso reduzido de ingredientes sintéticos. No grupo de pesquisa da UEPG, é feita a determinação química e da atividade antioxidante dos materiais.

Os produtos sintéticos são potencialmente tóxicos para o ser humano, podendo causar alterações de saúde como alergias, alterações no funcionamento dos hematócitos, dentre outras. Por isso, a pesquisa desenvolvida por Granato e sua equipe objetiva “desenvolver alimentos pensando não só no preço e sabor, mas também na saúde humana”, segundo o professor.

Daniel destaca ainda a importância de se aliar a produção científica às necessidades da sociedade. “É preciso devolver para o setor produtivo aquilo que a sociedade financia, por meio de recursos públicos”, aponta.

Fonte: UEPG 

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