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Startup produz antimicrobiano orgânico com tecnologia verde

Gerson Nakazato, Renata Kobayashi, Audrey Lonni e Marcelly Chue têm grande expectativa para a aprovação no Edital Sinapse

Sócios da empresa GRAL Bioativos, empresa instalada na Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da Agência de Inovação Tecnológica da UEL (AINTEC), aguardam o resultado final do edital Sinapse da Inovação Paraná, da Fundação Araucária, para iniciar a produção em escala comercial e realizar a primeira comercialização. A startup trabalha com biotecnologia, especializada na produção de nanopartículas de prata, um antimicrobiano biogênico produzido por tecnologia verde. Nanopartículas de prata podem ser utilizadas para controle de infecções e também como conservante em formulações, em substituição ao Triclosan, composto largamente utilizado em detergentes, sabonetes e cremes dentais, mas que apresenta potenciais riscos à saúde.

Os empreendedores, que são professores e estudantes de Pós-graduação da UEL, trabalham com a possibilidade de parceria com duas empresas da região. Uma é especializada na fabricação de palmilhas para diabéticos. A outra atua na área de colchões e travesseiros. A partir do uso das nanopartículas de prata é possível combater com eficácia fungos e bactérias, inclusive aquelas chamadas de superbactérias, responsáveis por aproximadamente 700 mil mortes no mundo. Para se ter uma dimensão da utilidade, as nanopartículas de prata podem ser usadas, por exemplo, em tábuas para manipulação de alimentos, muito comuns em cozinhas industriais e em residências, garantindo um produto higiênico, livre de bactérias e demais contaminantes.

A proposta da empresa é oferecer a tecnologia aplicada em produtos voltados às áreas da saúde, pet, cosméticos e sanitizantes, entre outros. A GRAL detém a patente do processo tecnológico de produção de nanopartículas de prata biogênicas utilizando extrato vegetal. Segundo a professora Audrey Lonni, do Departamento de Ciências Farmacêuticas, a nanopartícula de prata é um princípio ativo que responde muito bem com ação antimicrobiana. Embora o potencial seja extenso, os sócios da empresa pretendem focar nas grandes áreas de saúde, embalagens, cosméticos, saneantes e materiais. O foco do negócio é a prevenção e o controle de infecções e contaminações.

O professor do Departamento de Microbiologia, Gerson Nakazato, explica que a produção de nanopartículas pode ser feita com uso de fungos ou por meio de extrato vegetal, que é o processo adotado e já patenteado pela GRAL. A tecnologia tem como vantagens uma produção com baixo custo energético, que não utiliza ou gera compostos tóxicos, aliados a uma baixa toxicidade para o meio ambiente e para o ser humano, com comprovada eficácia por meio de testes laboratoriais.

Edital Sinapse – A professora Renata Kobayashi, também do Departamento de Microbiologia, e uma das sócias da empresa, explica que o edital da Fundação Araucária prevê a liberação de R$ 40 mil para os 100 melhores projetos ligados ao empreendedorismo inovador. A GRAL é uma das inscritas e já passou por duas etapas, que selecionaram até agora as 200 melhores propostas. Face ao ineditismo do produto, considerando que eles detêm uma patente tecnológica, a expectativa dos sócios é grande.

A professora explica que o dinheiro será utilizado para a produção em larga escala das nanopartículas, algo em torno de 120 litros, quantidade suficiente para a comercialização com empresas parceiras. Em escala laboratorial, os empresários conseguem produzir em torno de 10 litros/mês, quantidade considerada insuficiente para atender a demanda das empresas parceiras, que necessitam de ganho em escala. O edital da Fundação Araucária, além da subvenção econômica, poderá oferecer suporte durante doze meses para desenvolvimento de novos produtos e de negócios. O resultado final está previsto para ser divulgado no próximo dia 16 de setembro.

Como empresa de biotecnologia incubada na AINTEC, a startup traz em seu quadro pesquisadores das áreas de saúde e biológicas, além de uma advogada, responsável pelos processos administrativos. Integram o quadro de sócios os professores Gerson Nakazato, Renata Kobayashi, Luciano Panagio (Departamento de Microbiologia) e Audrey Lonni (Departamento de Ciências Farmacêuticas). Também fazem parte da empresa a advogada Giovanna Okino, a biomédica Marcelly Chue e a bióloga Anna C. Campos.

Fonte: UEL

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