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Tecpar recebe carta patente do Inpi para processo produtivo da vacina antirrábica

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) recebeu a concessão, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), da patente do processo produtivo da vacina antirrábica veterinária, fornecida há mais de 40 anos para as campanhas de vacinação do Ministério da Saúde. Esta é a quarta patente concedida em nome do Tecpar e a primeira na área de saúde.

Para atender a campanha nacional de vacinação de cães e gatos do Ministério da Saúde, o Tecpar desenvolveu um processo produtivo que utiliza o método de perfusão, que amplia a capacidade de produção da vacina. A combinação desse método com outras tecnologias deu origem ao processo cujo pedido de patente foi concedido pelo Inpi – “Processo compacto de produção de vacina antirrábica veterinária utilizando células BHK-21, vírus PV e método de perfusão”.

Segundo Aurélio Zeferino, gerente do Centro de Desenvolvimento e Produção de Imunobiológicos do Tecpar, a metodologia desenvolvida pelos pesquisadores do instituto resulta em uma vacina de melhor qualidade e com uma capacidade de produção maior. “Desta forma, conseguimos produzir a vacina antirrábica veterinária com um processo capaz de induzir maior produção de anticorpos e, desta forma, não provocar efeitos colaterais”, salienta Zeferino.

O gerente da Agência Tecpar de Inovação, Marcus Julius Zanon, destaca que o processo de exame do pedido de patente pelo Inpi levou apenas dois anos e meio. “Foi um processo extremamente rápido, porque enquadramos nosso pedido de patente em um exame prioritário do Inpi, para produtos relacionados à saúde pública e doenças negligenciadas, sendo a raiva uma delas. Esse entendimento pelo Inpi acelera a proteção dos ativos brasileiros na área da saúde pública”, ressalta.

Sete pesquisadores do Tecpar foram registrados como inventores na carta de patente: Aurelio Zeferino, Angela Aparecida Preto, Raquel Koehler Sanson, Josiane Brodzinski, Paulo Felipe de Lima Martins, Emerson Luís Batista e Roselena Nakamura.

Para o diretor Industrial do Tecpar, a concessão da patente simboliza o esforço do instituto em desenvolver uma vacina de melhor qualidade e ainda a possibilidade de transferência de tecnologia a outros países. “Temos parceiros interessados na nossa tecnologia e com a carta patente em mãos conseguimos delimitar qual a tecnologia pode ser transferida. É um conhecimento que agora o Paraná pode passar a exportar”, explica.

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