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UFPR cria curso gratuito sobre “ecossistema empreendedor” para a carne de laboratório

Projeto de extensão visa aproximar profissionais dos diferentes setores envolvidos na produção de carne cultivada

Acompanhando o avanço nas discussões sobre a produção de carne cultivada em laboratório, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) inicia na próxima segunda-feira (3/5) um curso on-line sobre “ecossistema empreendedor” desse segmento no Brasil. A participação é gratuita e pode ser feita por e-mail.

Com 130 profissionais já inscritos, entre eles funcionários dos principais frigoríficos brasileiros, o curso terá duração de quatro horas, em formato webinar, e abordará entre outros temas o estudo do caso de Cingapura, primeiro país a regulamentar o mercado de carne produzida a partir de células cultivadas.

“Se imaginarmos os países que estão desenvolvendo carne celular e outras proteínas alternativas, isso envolve vários atores para poder, de fato, acontecer. Envolve as próprias startups, governo, universidades, órgãos reguladores, pessoas capacitadas para trabalhar com carne cultivada ou proteínas alternativas”, explica o professor responsável pelo curso, Germano Reis, da Escola de Administração da UFPR.

Ele menciona Cingapura como um exemplo típico de um ecossistema empreendedor maduro no cenário mundial, com universidades trabalhando lado a lado com aceleradoras e incubadoras de startups – o que facilita o surgimento de fornecedores de insumos para o setor, como meios de cultura e biorreatores.

“O ecossistema empreendedor são todos esses atores necessários para fazer esse produto chegar ao mercado. A startup não está sozinha. Então, a reflexão proposta é discutir como está esse ecossistema no Brasil para isso se tornar uma realidade e onde estão as oportunidades. Foi por isso que o curso atraiu tantos interessados”, observa o docente.

Elaborado em parceria com o The Good Food Institute (GFI), Laboratório de Bem-Estar Animal da UFPR (LABEA) e Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresa (ANEGEPE), o curso de extensão esperava receber de 50 a 60 inscritos, tendo superado as expectativas dos organizadores.

“O curso tem esse propósito de gerar uma reflexão de onde estão as oportunidades e onde os produtores podem se encaixar nessa futura indústria, gerando um espírito de desenvolvimento de capacidades e infraestrutura para dar os próximos passos”, completa Reis, ao destacar que esse ecossistema já está em formação no país.

Fonte: Gçoborural

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